
ASSOCIAÇÃO PORTUGUESA DE PAIS E AMIGOS DO CIDADÃO DEFICIENTE MENTAL DE VALPAÇOS
CENTRO DE ATIVIDADE E CAPACITAÇÃO PARA A INCLUSÃO (CACI) VALPAÇOS E VILARANDELO
No âmbito destas respostas sociais, a APPACDM de Valpaços presta serviços a 60 utentes em duas das suas estruturas no concelho de Valpaços.
Uma das suas respostas situa-se em Valpaços, na Rua Bartolomeu dias nº1 e 3 e outra em Vilarandelo na rua ...., , ambas acolhem até ao momento 30 utentes cada, estando a cumprir o limite do acordo de cooperação pela Segurança Social.
O Centro de Atividades e Capacitação para a Inclusão (CACI) constitui uma resposta social dirigida a pessoas com deficiência, com idade igual ou superior a 16 anos, que não possam por si só, temporária ou permanentemente, dar continuidade ao seu percurso formativo ou exercer uma atividade profissional, ou ainda que se encontrem em processo de inclusão socioprofissional, designadamente entre experiências laborais.
São objetivos do CACI, nomeadamente:
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Criar condições que visem a valorização pessoal e a inclusão social de pessoas com deficiência;
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Desenvolver estratégias de promoção da autoestima e da autonomia pessoal e social, através do envolvimento e participação ativa dos/as próprios/as na definição das atividades a desenvolver;
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Promover o desenvolvimento de competências pessoais, sociais e relacionais, tendo em conta o perfil, as aptidões, os interesses e necessidades das pessoas com deficiência, com vista a capacitar e maximizar as suas oportunidades de participação social e económica;
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Contribuir para o bem-estar emocional e social, através da qualificação das atividades desenvolvidas, no que diz respeito ao número, variedade e natureza, privilegiando as atividades focadas na singularidade de cada pessoa com deficiência, promovendo o seu bem-estar e qualidade de vida;
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Articular os processos de transição para programas de inclusão socioprofissional ou de reabilitação profissional;
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Desenvolver atividades e serviços centrados em facilitar/mediar percursos de aprendizagem e de inclusão, que possibilitem um maior acesso à comunidade, aos seus recursos e atividades;
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Fomentar a participação ativa das pessoas com deficiência, da respetiva família e/ou representante legal na definição do projeto de vida da pessoa com deficiência, que se consubstancia na celebração do plano individual de inclusão (PII);
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Promover medidas e ações de capacitação e de aprendizagem ao longo da vida, observando a evolução das características individuais de cada destinatário, potenciando sempre a sua autonomia e inclusão;
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Dinamizar ações de inclusão na comunidade, que promovam a alteração das representações, dos valores e das atitudes da sociedade face às pessoas com deficiência, e a melhoria da sua qualidade de vida.
Neste percurso, o utente é protagonista na elaboração de um plano individual que respeita a sua singularidade, as suas escolhas, necessidades e expetativas, no respeito pelo seu percurso de vida e das aprendizagens feitas ao longo da vida, idade adulta e envelhecimento.
Em cada etapa serão identificadas as atividades que se perspectivarem as mais adequadas, dentro do leque de que dispomos, Socialmente úteis, estritamente ocupacionais, Lúdico terapêuticas, interação com o meio e atividades de qualificação para a inclusão social e profissional.
Atividades socialmente úteis – proporcionam o treino de competências sociais em contexto real de trabalho, sendo desenvolvido em entidades externas ao CACI;
Atividades estritamente ocupacionais – visam manter a pessoa ativa e interessada, favorecendo o seu equilíbrio e bem-estar físico, emocional e social;
Atividades lúdico terapêuticas - dinâmicas que geralmente implicam a ativação físico funcional e a estimulação sensorial que visam promover o bem-estar nomeadamente físico, até ao máximo potencial do Utente;
Atividades de interação com o meio - visam promover as competências pessoais, sociais e relacionais, estimulando a sua capacitação cognitiva e a sua socialização, mediante a realização e o envolvimento em experiências diversificadas na comunidade;
Atividades de qualificação para a inclusão social e profissional – desenvolver competências pessoais, profissionais e de participação social da pessoa com deficiência, com vista à sua autonomia e vida independente, mediante o cumprimento de um plano individual de transição (PIT) para programas de inclusão socioprofissional ou para medidas de reabilitação profissional que possibilitem o exercício de uma cidadania plena, em igualdade de oportunidades, com os demais cidadãos.
De um modo geral as equipas são constituídas multidisciplinarmente e a afetação das diferentes especialidades atende às características e necessidades de suporte dos utentes que frequentam as diferentes estruturas.
Os recursos comunitários, nomeadamente parcerias com empresas, instituições de ensino, de saúde, e congéneres são fator muito relevante para a capacitação para a inclusão visando a consolidação das orientações nos diferentes domínios da qualidade de vida.
Na comunidade, particularmente para os mais autónomos as Atividades Socialmente Úteis constituem uma oportunidade de realização de “emprego” ou “ocupação remunerada” proporcionando-lhes maior independência.